7 de jun. de 2010

e o frio inspira

Lages/SC

Nada paga um feriadinho na serra catarinense, com friozinho e pinhão. Na gana de fazer pão e não comer muito, adoro uma aglomeração de pessoas querendo provar as novidades. =)

Fiz um pão de pão, sem frescura, só uma bigazinha pra dar aquele toque especial. Tudo na invenção, cansada e depois de comer um X do Xixão. Nham!

BIGA

300g farinha de trigo
200g de água morna
3g de fermento seco instantâneo

Misturei tudo, ficou bem úmida a massa. Resolvi ver o que acontecia, então tampei o bowl com filme plástico e deixei fora da geladeira a noite toooda. Acho que deu certo porque estava bem frio, tipo 10C e a biga não cresceu demais até ficar azeda.

PÃO

Adicionei 700g de farinha de trigo, 2 colheres de sopa de sal e 7g de fermento instantâneo seco. Misturei tudo, fazendo uma farofa. Medi mais 400g de água morna e fui adicionando e misturando com as mãos. A massa deve ficar úmida, mas sem grudar muito nas mãos.

Trabalhei a massa até ficar bem bonita, fiz uma bola e deixei descansar no bowl, coberto com um pano, em ambiente morno, até dobrar de volume.

Para o segundo descanso, você vai precisar de uma bacia pequena - um pouco maior do que a massa- e um pano de prato.

Abri o pano de prato seco, cobrindo a bacia e polvilhei bastante farinha de trigo, por todo ele. Fiz denovo uma bola com a massa e a coloquei na bacia, com a parte de baixo para cima, polvilhei mais farinha e tampei com o próprio pano de prato. É importante envolver bem a massa por ela ser mole. Se a deixamos crescer direto na forma, sem apoio, pode murchar para os lados..

Deixei crescer mais um tempo, até dobrar de volume. Liguei o forno elétrico no máximo e já coloquei uma forma vazia embaixo para jogar o gelo depois. Quando o forno chegou na temperatura, descobri o pão e virei a bacia em uma forma untada. Fiz os cortes e forno! *Na mesma hora que for colocar o pão no forno, lembrar de jogar 2 pedras de gelo na forma vazia e já super aquecida que estava lá dentro.

19 de mai. de 2010

mistureba danada

Estudando minhas opções ontem a noite decidi inovar (coisa que já sabia, mas que aperfeiçoei com Viola). Porque não fazer uma biga de centeio? E depois fazer com ela uma ciabatta de centeio??

A receita base foi também do livro novo, porque quando eu invoco com alguma coisa é bem difícil de conseguirem mudar meu rumo. Também porque meu levain está crescendo muito lindo e formoso, mas ainda não está pronto para que possa testar os pães da Itália e França..

*Fiz também um pão de forma com a massa.

Ciabatta maluquinha

BIGA
Água morna 65g
Fermento instantâneo 2g
Farinha de centeio 100g

Misturar tudo, sovar por 2 minutos, colocar em um bowl e tampar com filme plástico. Deixar a temperatura ambiente por 1 hora e depois na geladeira por mais 8 a 16 horas.

MASSA
Biga 167g
Água morna 425g
Fermento instantâneo 10g
Farinha de centeio 250g
Farinha de trigo branca 250g
Sal marinho 10g

Coloque a biga no bowl da batedeira e adicione a água, misture um pouco e adicione todos os outros ingredientes. Ligue a batedeira na velocidade média-alta e deixe por mais ou menos 15 minutos. Cuidado que a massa se anima e começa a escalar o gancho!!!

Transfira a massa para um bowl untado com óleo e deixe descansar até que triplique de volume. Divida a massa e dê o formato de ciabatta ( cortar em retangulos a massa e esticar com as maos, formando um retangulo grande, colocar em um pedaço de papel e afundar com as pontas dos dedos toda a massa). Tampar a massa com filme plástico e deixar crescer mais 30 ou 40 minutos.

Ligue o forno 1 hora antes de assar e coloque uma forma vazia dentro. Quando o forno estiver aquecido, coloque os pães dentro e depois 2 pedras de gelo na forma vazia.

*Coloquei semente de girassol, flocos de aveia e grão de trigo- que deixei de molho em água muiiito tempo. Fiz também um pão de forma com a massa.


É bem triste, mas o livro sempre manda usar a pedra pra assar os pães, mas claro que no Brasil é muito caro e não tive força suficiente para trazer a tal pedra da Alemanha.. Quem sabe um dia eu asso meus pãezinhos todos os dias em uma pedra assim ou em um forno a lenha! Sonhar não paga e faz bem!

18 de mai. de 2010

saboreando experiências














Depois de 3 lindos meses passeando por aí, resolvi voltar pra decidir meu rumo de vez, tomar a decisão e seguir em frente. =)
A parte boa é a de matar a saudade gigante de tudo e de todos e retornar aos meus testes caseiros dos pães mundiais. Retornei com um livro novo na mochila e mil novas idéias e experiências pra contar e por no papel.

Depois de passar pela Alemanha, Itália, Suíça e França, conhecer e futricar em mais de mil vitrines de deliciosas padarias, comer muitas gostosuras e ganhar alguns poucos e honrados quilos, voltei com a cabeça cheia e as mãos coçando de vontade de testar!

O livro perfeito da vez foi o melhor presente de aniversário do ano e me ajudou a entender melhor os lugares por que passava e os pães que provava, coisa mais linda estudar de noite e na manha seguinte poder ver pelas ruas a prática do negócio.

O primeiro pão-teste foi uma receita do livro, fiquei curiosa porque também vi Viola fazer as baguettes de alecrim na Itália, mais conhecidas como filone di rosmarino ou panmarino.. Mas o problema foi o seguinte: meus pais me presentearam um banneton e eu tinha que usar! Sempre foi meu sonho tirar do forno um daqueles pães lindos com os risquinhos de farinha (vai entender, cada louco com a sua mania) e decidi transformar os filones em um típico formato de sourdough - who cares?! Ficou lindo e gostoso, é o que importa.
Segundo Dan Leader, o melhor pão de alecrim da Itália é de Sandro Bernini, um padeiro da cidade de Donnini, que fica na Toscana. Não conheço nem um, nem o outro.. Maaass, pretendo conferir ainda nessa vida, porque não?

BIGA - Como a maioria do pães italianos, esse também é feito com biga, uma pequena massa, que deixamos fermentar por 9 a 17 horas antes de iniciar o pão.

Água morna 65g
Fermento instantâneo 2g
Farinha branca 100g

-Misture os ingredientes, sove a massa por 2 minutos, coloque em um bowl e cubra com filme plástico. Deixe em temperatura ambiente por 1 hora e depois coloque na geladeira por 8 a 16 horas.

MASSA

Biga 167g
Água morna 300g
Fermento instantâneo 5g
Farinha de trigo branca 500g
Azeite 65g
Alecrim fresco 10g
Sal marinho 15g

- Misture a biga com a água e vá adicionando os demais ingredientes. Sove a massa por mais ou menos 12 minutos na batedeira (até estar bem desenvolvida).
- Coloque a massa em um bowl untado com óleo e deixe crescer até dobrar de tamanho - quando você apertar a massa com o dedo ela deve retornar devagar.
- Divida a massa em 2 pedaços e molde em baguettes. Deixe crescer por mais 45 minutos e asse em forno a 200C.

12 de abr. de 2010

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“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver” Amyr Klink

Tô procurando as minhas árvores.. :)

5 de mar. de 2010

Turistiando


Como todo bom turista, fui passear por lindas cidadezinhas aqui por perto e aproveitar pra comer coisas gostosas, claro. Então, meu destino de quarta foi Colmar, a maior cidade francesa aqui perto e famosa por suas típicas casinhas coloridas. As 10h da manhã saí com minha bicicleta emprestada e fui rumo à estação de trem. O azar foi que o trem atrasou um pouco e perdi o ônibus que ia pegar as 10:55 em Breisach para Colmar..

Então, tive 3 horas livres na última cidade alemã antes da fronteira com a França, que foram muito bem aproveitadas por sinal.
Começei andando por ali, como quem não quer nada e quando vi estava lá em cima, junto com a Münster e suas antigas casas. Uma graça de cidade.. E claro que com um frio considerável, já que lá no topo bate um vento daqueles, o pensamento foi: buscar um café quentinho e aconchegante onde possa comer coisas típicas e tomar um bom chá fervendo.

O que não esperava era encontrar uma dessas barraquinhas de salsichas que eles tem muito por aqui e ainda mais aquecida e fechada! Rápida mudança de planos, porque não experimentar a famosa
currywurst? A "iguaria"alemã foi supostamente inventada por Herta Heuwer em Berlim há muiito tempo atrás e é considerada um prato típico alemão, daqueles que você tem que provar!

Depois de aprovada a salsicha, saí rumo ao meu ponto de onibus e, por favor, à Colmar. E ao pisar em território frances, meu primeiro pensamento foi: boulangerie. :) E que ótimo pensamento! Dei de cara com uma dessas que enche os olhos e surtei.. Querendo comprar e provar tudo, foi difícil escolher e sair de lá sem 30 pães na mochila, mas pude escolher 1
croissant aux amandes, um pain au chocolat e um pain aux noix. O resultado foi que enquanto me equilibrava com a mochila nas costas, o mapa no bolso e as viennoiseries na boca, não fui capaz de observar a igreja e nada mais a minha volta. HUM, sonho! Chegando em casa e no google que fui me dar conta que a tal padaria já era uma paixão antiga! TONTA, era o Paul!!!!!! Agora vou manter ele ali no bolso, caça-lo em todas as cidades que for..

bizarro: http://www.bestofthewurst.com/


Currywurst

- 2 colheres de sopa de óleo de canola
- 1 cebola grande
- 2 colheres de sopa de curry
- 1 colher de sopa de páprica picante
- 2 latas de tomate pelatti
- 1/2 de xícara de açúcar
- 1/4 de xícara de vinho tinto
- sal

Deixar a cebola cozinhar no óleo por mais ou menos 8 minutos, adicionar o curry e a páprica e deixar mais 1 minuto. Colocar as latas de tomate amassados, o açúcar e o vinho. Deixar ferver e abaixar a temperatura, cozinhar por mais 25 minutos. Passar pelo processador e servir com alguma salsicha de boa qualidade quente. Acompanhar com pão!!!

25 de fev. de 2010

Congelar não é fácil..

Como todos os que viveram toda sua vida em um país tropical, eu não estou acostumada com a neve e muito menos em subir montanhas cobertas por ela.. Não sei o que fazer com todas aquelas roupas (nem me mover dentro delas), lidar com o frio, e muito menos perder o pé + perna de vista depois de pisar no lugar errado, do jeito errado. Hoho E é justamente por isso que é incrivel sair do seu buraco e se enfiar em outro, descobrir os picos que o mundo tem por aí.

O destino foi uma estação de ski aqui pertinho, onde deixamos o carro e seguimos a pé, com o trenózinho sendo puxado pela corda, feito cachorro. A caminhada foi longa, mas muiiito gostosa, com algumas paradas para guerras pessoais com neve e fotos. Mas o melhor ainda estava por vir.. Lá em cima, quase no topo, tinha um restaurante com cara de típico nos esperando, com um salão super aquecido e uma cozinha prontinha pra nos soltar delícias germânicas..

A escolha foi simples: 1 tagessuppe, 1 belchenpfännle e claro, um apfelschorle de meio litro pra beber! Só a língua é que é complicada! Ûhh..

Tagessuppe é uma sopa, bem simples, com verduras picadinhas, um caldo bem lindo. O diferente é que tem também um "macarrãozinho"dentro, mas como uma pancake cortada em fatias (como spaghetti). Perfeita para recuperar as energias da subida e esquentar um pouco.
Belchenpfännle era um spätzel, com frango, pimentão, cenoura, creme de leite e muita pimenta- vários grãos inteiros espalhados por ali, esperando pra matar minha boca. hahaha Bem gostoso!

22 de fev. de 2010

Carnaval

















Dando início a minha volta pela Europa, eis que encontro o carnaval denovo. Sim, atrasado.. Na cidade de Basel/Basiléia o carnaval é comemorado uma semana depois do resto do mundo, e começa (pontualmente) as 04 da matina de domingo - pós quarta feira de cinzas.
A confusão de datas se deu em 1901, quando o carnaval católico foi remarcado para uma semana antes devido a retirada dos domingos na conta da quarentena. Então, com as duas datas de carnaval disponíveis, o povo da Basiléia decidiu "enfrentar" a igreja católica e criou o conhecido hoje como o único carnaval protestante do mundo. O desfile é lindo, todas as luzes da cidade são apagadas e entram em ação os grupos com suas lanternas, flautas e máscaras, que seguem assim até acabarem as forças, por todo o centro, sem uma fila organizada. Choveu a noite toda e o frio, no fim, estava um pouco demais.. A solução foi tomar uma mehlsuppe pra esquentar a alma. E como isso me caiu bem, incrivelmente às 06 da manhã, acompanhado de um pãozinho integral pra completar.

Sopa de Farinha

- 3 colheres de sopa de manteiga
- 4 colheres de sopa de farinha de trigo
- 1 cebola pequena
- 4 xícaras de água
- 2 xícaras de caldo de carne
- sal, pimenta, noz moscada, manjerona
- queijo parmesão

Coloque a manteiga e a farinha em uma panela e mexa bem até que fique escuro. Adicione a cebola e mexa até estar dourada. Coloque a água e o caldo e deixe cozinhar por 45 minutos. Tempere e sirva com queijo ralado.